8 de fev de 2010

Entrevista com Rogério Skylab no Festival Demo Sul 2009

Pleno Grêmio Recreativo Literário Londrinense: Rogério Skylab, Felipe Melhado e Paula Cantieri se afastam do palco onde a banda passa o som e vão em direção a área das churrasqueiras. “Tem que ser mais longe, aqui o som tá muito forte”, diz o músico. Banquinhos desconfortáveis de concreto e mosquitos chupando nosso sangue, inoportunamente quase entrando na boca do entrevistado. Em um calor insuportável, no dia da sua apresentação na nona edição do Festival Demosul, Skylab criticou, opinou, ofendeu.

A Rotativa: É a segunda vez que você toca no Demosul. Como é pra você fazer parte deste circuito de festivais independentes?

Rogério Skylab: Eu acho que a grande revolução neste país, em termos de cultura alternativa, tá justamente nestes festivais de música independente, é este movimento Fora do Eixo, que nós do Rio de Janeiro e São Paulo infelizmente não temos idéia do que é isto. Eu até tava falando isto com o Luís, que faz parte da Braço Direito. O problema é que parece que este movimento não é muito talhado pra ser bem sucedido numa cidade grande. Porque a característica da cidade grande, que é o espírito do capitalismo, é de fragmentar. Então pra você fugir dessa dispersão é muito complicado. Eu acho que em uma cidade pequena, mais ligada ao interior, esta filosofia do Fora do Eixo tem tudo a ver, não é, cara? Então você vê até a questão da economia solidária, que é uma coisa absolutamente maravilhosa. Isto é uma coisa novíssima e isto tem que ser colocado. Eu tenho um blog que é o www.godardcity.blogspot.com, em que às vezes eu tenho feito isto. Eu fiz uma entrevista esses dias com o pessoal do Goma lá de Uberlândia falando justamente sobre tudo isto: sobre economia solidária, o circuito Fora do Eixo, festivais independentes e tal. No meu blog eu sempre abro espaço pra esse tipo de coisa, entendeu? Infelizmente na grande imprensa não se tem a cobertura devida, entendeu?

Para ler o restante da entrevista, acesse o site dA Rotativa.

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