21 de mar de 2012

FÓRUM INDEPENDENTE DE CULTURA


Estamos passando por um período de transição no qual a intensificação tecnológica subverteu muitos filmes de ficção científica. Isso gerou em nosso cotidiano, entre outras coisas, duas vertentes humanas : a automação e a criação.

Dentro do universo da criação nunca houve tantas possibilidades de produção, consumo, distribuição, fruição, diversidade, comunicação, elaborações estéticas .....etc como no momento atual e o que dá consciência ao ato de criação é a cultura.

Diante disso, o COLETIVO ALONA convida a todos os interessados à participarem do Fórum Independente de Cultura para nos orientarmos e estabelecermos nosso posicionamento perante as transformações, dificuldades e gargalos encontrados no caminho do setor cultural da cidade de Londrina – Pr.

Lançamento do Fórum
Data : 22 de março, quinta
Hora: 19:30 horas
Local: Cemitério de Automóveis Rua João Pessoa, 103 Londrina - PR
Fone: (0xx)43 3344-5998

21 de fev de 2012

GRITO ROCK LONDRINA



Durante os últimos cinco anos o COLETIVO ALONA fundou, produziu e realizou na cidade de Londrina – Paraná o Grito Rock (maior festival integrado da America Latina), cuja finalidade foi criar mais uma alternativa para bandas autorais apresentarem-se em diversos locais na cidade de Londrina (Vitória Café, Cemitério de Automóveis, Espaço Berimbar, Vila Cultural Espaço ALONA), proporcionando intercâmbio e circulação entre bandas autorais de Londrina, região metropolitana e demais regiões do País (Curitiba, São Paulo, Mato Grosso, Pernambuco entre outras).

Seguindo o conceito agregador e associativo que rege o Coletivo, realizamos edições com produtoras de musica, fotógrafos, designers, grupos de teatro, produtores audiovisuais ...etc além de criarmos alternativas para fruição dos produtos culturais (stand ALONA, ALONA Card, Cobertura Colaborativa, intervenções artísticas, biblioteca, audioteca, mostra de videoclipes....).

Nesse período fomentamos o intercâmbio e shows de 60 bandas que totaliza 300 artistas/ músicos de Londrina, região metropolitana e outras regiões do Brasil para um público de 2.500 ( duas mil e quinhentas pessoas).

A edição deste ano (2012) não será realizada pelo COLETIVO ALONA mas sim, a revelia, pela Garagem Hermética (Londrina).

Desejamos sucesso e que o trabalho realizado todos esses anos pelos membros do COLETIVO ALONA tenha continuidade com o mesmo ímpeto e respeito que as bandas independentes e autorais de Londrina e do Brasil merecem, ajudando a fortalecer um cenário musical criativo, representativo e com muito potencial.

Carlos M.

9 de set de 2011

Faziam eles mesmos

Documentário relembra o movimento punk dos anos 90 na cidade de Londrina

CULTURA
Ramones, The Clash, Sex Pistols, Specials… Bandas que iniciaram o movimento punk na década de oitenta. E enquanto se ouvia o “rock’n roll on the radio” na Inglaterra e em alguns bairros norte americanos, os ‘brasucas’ punks trocavam entre si fitas cacetes para terem acesso aos sons que formavam a cena do gênero.

Em Londrina a coisa não era diferente. Personagens que marcaram os movimentos de resistência política e tencionaram o sistema é o que não falta. Mas o que muita gente não sabe é o quanto nossa cidade era bem politizada e servia de grande cenário para bandas que começavam a dar os primeiros passos dentro do Punk.

Prova disso, é o novo documentário que estreia neste mês de setembro sobre uma das bandas locais mais efervescestes da década de oitenta: a HARD MONEY. Formada inicialmente pelo baterista e sociólogo, Luis Eduardo, o Cientista, como ficou conhecido na época, a banda passou por algumas mudanças enquanto o movimento crescia e elevava-se o ideal do Punk Rock dentro de Londrina.

Além da atribuição natural do punk - como parte importante dos movimentos que compõem a contracultura - o estilo musical, a moda, a literatura, expressões linguísticas, símbolos e outros códigos de comunicação, é importante elencar que a principal característica deste movimento está atrelada a prática do bom, e velho, “DO IT YOURSELF!”.

Quem confirma a famosa frase, é o próprio Cientista: “Nesta época surgia o movimento punk, e a gente se organizava pra fazer as coisas. Porque as bandas queriam o lance pronto, e não era assim. A gente carregou caixa nas costas, ocupou lugares e puxamos as pessoas para o show. Entre erros e acertos, fomos aprendendo na prática. E isso é o que representa o punk”. Comenta o baterista.

“HARD MONEY, DO IT YOURSELF!”, não é só um documentário que retrata a banda no auge das composições e clássicas interpretações de Ramones, mas também pinta todo o cenário musical daquela época.

O DVD soma as trajetórias no velho DCE (O Diretório Central dos Estudantes da UEL) às desventuras para se conseguir uma fita cassete do Clash. Também as dificuldades de se comprar os instrumentos, construir uma cena de contracultura fomentada por fanzines independentes e shows com divulgação de cartazes colados na rua, regados a levada punk.

“O jeito do punk, com a coisa do ‘faça você mesmo’, era o que nos ajudava a impulsionar o movimento; e toda esta história jamais teria sido documentada pela imprensa normal. Foi uma produção de três anos separando material e um ano e meio editando e colhendo depoimentos”. Conta Luis Eduardo, uma das grandes figuras importantes do estilo de vida punk em Londrina, orgulhoso da produção do DVD.

Cientista lembra com saudade dos velhos tempos e comovido pela trajetória durante a produção do documentário, afirma “Todos os recursos da produção foram bancados por nós da banda! E só quem foi do movimento underground é que entende que apesar de não estarmos ‘ganhando nada’ com isso, estamos divulgando uma história importante para a cidade.” Conta, emocionado.

De forma extra-oficial, acabei assistindo ao documentário e confesso que fiquei impressionada com a quantidade de materiais, hoje raros, produzidos na época. A respeito disto, Cientista afirma: “Desde a minha entrada no punk, eu me preocupei com esta parte de documentação.

Acabei juntando muita coisa.” Durante as falas dos personagens que participam no DVD, é fácil reconhecer fotógrafo, ex-professor, jornalista... Gente que um dia já foi jovem e estava dentro de todo aquele espectro independente.

Apesar de não ter vivido intensamente este momento, o estudante de jornalismo e fanático pelo Punk, Gabriel Daher, recorda algumas memórias que viveu já nos anos dois mil: “Minha relação com a cena em Londrina começou com shows dos ‘Fisicopatas’ e outras bandas no DCE. Shows do Cherry Bomb, Babylon Shots e Electro Shock Combo no Potiguá. Um deles fazia cover de Ramones, a favorita do pessoal. Foi através destas bandas que comecei a ir atrás do que gostava de ouvir e de criar interesse pela cena.” Relata o futuro jornalista.

A exibição oficial do documentário “HARD MONEY, DO IT YOURSELF!” está marcado para o próximo domingo, dia onze de setembro, no Kino Clube. Clube de cinema do Instituto de Cinema e Vídeo, Kinoarte, localizado na Rua Paraíba, 331 – Centro. Vá, assista e confira o resultado você mesmo.

Foto: Renata Cabrera

15 de ago de 2011

Saiba como colaborar com a Feira da Música de Fortaleza

No twitter, as hashtags são #Clamor e #Feira10
A Feira Música de Fortaleza é a feira de música mais representativa do Brasil. Esse fato é notório pela classe musical, considerando os mais diversos elos de sua cadeia produtiva e criativa. Mas não parece tão notório para certos parceiros que anunciam uma espécie de “quebra de contrato” cinco dias antes da realização deste evento de proporções grandiosas, em todos os sentidos.

A Feira está na sua décima (10º) edição e conta com diversas atividades de formação, sócio ambientais, intercâmbio cultural, vitrine artística, negócios, exposições, cobertura, mídia, agregando todos os agentes protagonistas e público desse grande arranjo musical no Brasil, tornando o segmento mais sólido e ampliado. Ela é gratuita, oportunizando a participação de toda sociedade.

Realizada pela primeira vez em 2002, a Feira da Música de Fortaleza acompanhou e participou de uma década intensa, de rápidas transformações na lógica do mercado musical. Sediou discussões que puseram em questão essa “lógica” e testemunhou o surgimento de outras maneiras de se encarar a música como negócio – sobretudo pela força da cultura digital.

No entanto, três dias antes do evento acontecer, a Feira recebeu a notícia de que o convênio com a FUNARTE não poderia mais ser homologado, o que gera um corte significativo no seu orçamento. O artigo 20 da Lei de diretrizes orçamentárias proíbe a celebração de convênios entre os órgãos públicos e as entidades privadas (ongs e associações). Desta forma, a realização dos convênios só é possível através dos órgãos governamentais, como as Secretarias de Estado e Municípios.

Acreditamos que esta determinação “legal” está causando imensos prejuízos à cultura brasileira, em especial, às entidades culturais sem fins lucrativos,  que mesmo com toda a documentação regularizada e sem qualquer pendência na prestação de contas dos convênios celebrados anteriormente, estão impedidas de propor projetos e receber novos recursos do MINC – Ministério da Cultura, através do FNC – Fundo Nacional de Cultura.

E agora, para garantir a finalização das atividades da 10º Feira da Música de Fortaleza, uma das maiores iniciativas culturais para a sociedade brasileira, apostamos na contribuição colaborativa que mantém a força do protagonismo social. A Feira está recebendo colaborações no site www.catarse.me, pois acredita que de 10 em 10 é possível fazer a diferença. O link exato de onde está o projeto é : http://catarse.me/en/projects/261-clamor-manifesto-feira-da-musica. Confira o vídeo do #Clamor Manifesto e saiba como colaborar:


Clamor Manifesto - Feira 10 from Coletivo Fórceps on Vimeo.

10 de ago de 2011

Noites Demosul traz Hocus Pocus e Patrulha do Espaço

Eita, esta sexta, 12, tem mais Noites Demosul pra agitar a galera. Desta vez, quem sobe ao palco da Vila Cultural Espaço Alona são as bandas Zazoubluz, Hocus Pocus e Patrulha do Espaço. Os shows dão continuidade à temporada de apresentações que antecedem o Festival Demosul, que este ano acontece de 14 a 22 de outubro, em sua 11ª edição.

A Noite Demosul que vai derrubar a Vila Cultural Espaço Alona começa às 23h e a entrada custa R$ 15,00. Mas atenção, já tem lista amiga rolando no Barbearia Bar e deixando o nome lá você paga só R$10,00 na portaria do evento.


Na estrada desde 2003, a Hocus Pocus vive uma onda crescente que começou em bares e festas universitárias na cidade de Londrina (PR) e recentemente em clubes, pubs e festivais no Brasil e na Europa.

No Brasil, a banda já fez participações no Festival Demo Sul, além de ter seu videoclipe na programação da MTV (LAB BR) com a música Electric City Muse, gravada em 2009. Fora do país, a banda já realizou uma turnê de 20 shows passando pela Alemanha, Holanda, Suécia, República Theca e Áustria, além de receber o convite da produtora norte-americana Mello Fischer, de Las Vegas, para participar da trilha sonora do documentário Knockout Secrets, sobre o universo do Ultimate Fight Championship (UFC).

O CD The City Quakes disponível para download gratuito no site da banda (www.hocuspocusrock.com). A formação atual da banda conta com Diogo Oliveira (guitarra), Bruce Jordão (voz), Ivo Oliveira (guitarra), Marcos Kirchheim (baixo) e Vinicius Máximo (bateria). Recentemente, estão na produção de seu quarto disco e estão lançando três músicas novas via myspace. Ouça abaixo sua nova música, La bailarina de la muerte.





Patrulha do Espaço

A banda nasceu em 1977 com Arnaldo Baptista (ex Mutantes), o baterista Rolando Castello Júnior, o baixista Oswaldo "Cokinho Gennari" e o guitarrista John Flavi (ex Secos & Molhados).  


De 1979 a 1985, o grupo se consolidou como o primeiro trio de rock pesado realizando centenas de shows. Fizeram uma pausa e retornaram aos trabalhos em 1992, com o vinil Primus Inter Pares, uma homenagem póstuma ao baixista Sergio Santana.

Mais uma pausa e, depois de retornar à estrada definitivamente com mais centenas de apresentações de 1999 a 2008, a banda Patrulha do Espaço realizou em 2009 uma turnê internacional com seus maiores sucessos. 

O grupo já se apresentou em festivais como Psicodália, Virada Cultural Paulista e Goiânia Noise, além de passar por casas de shows e teatros renomados de todo o país. A formação que se apresenta em Londrina conta com o trio Rolando Castello Júnior (bateria), Marcelo Schevano (guitarra e voz) e René Seabra (baixo e vocal). 


 

OrFEL #01 já está disponível

Estão disponíveis as versões para leitura e impressão/xérox da segunda edição do OrFEL, o fanzine da Fora do Eixo Letras. No total, 11 autores representam todas as regiões do país com contos e crônicas selecionados por uma curadoria que contou com integrantes da FEL de diferentes estados brasileiros.


Assim como a curadoria, ilustração e diagramação também foram produzidas colaborativamente, com o apoio do Núcleo de Poéticas Visuais do FdE. A versão para impressão pode ser baixada neste link do archive.org. Ela possui adaptações para cópias em p/b e dá início à passagem das publicações da FEL para programas de Software Livre.


Coletivos e Festivais de todo o país podem disponibilizar o fanzine em seus blogs/sites, além de distribuir cópias em eventos como as Noites Fora do Eixo e Saraus Literários. Confira a versão para leitura digital de OrFEL #01:

8 de ago de 2011

Fora do Eixo #Panamericana Rock Tour estremece Londrina

Na última sexta-feira, 05, Londrina recebeu na Vila Cultural Espaço Alona, as bandas Autoramas (Rio de Janeiro) e Perrosky (Santiago/Chile). A banda Londrina Ska Clube abriu a noite e a festa contou ainda com a discotecagem de Thiago Moreira, o Terror. 

Os shows de Autoramas e Perrosky na cidade fizeram parte da Fora do Eixo #Panamericana Rock Tour, uma turnê de 16 shows que passou pelos estados de Goiás, Minas Gerais, Distrito Federal, Rio de Janeiro, São Paulo e Paraná. 

A #coberturacolaborativa do Coletivo Alona esteve presente na noite e registrou em textos, fotos e vídeos toda a noite que chacoalhou o público presente com seu rock pulsante. Confira o vídeo produzido pelos colaboradores Lucas Côrtes e Tatiana Ferreira.


6 de ago de 2011

Autoramas em papo com a #coberturacolaborativa

A banda Autoramas volta a envolver Londrina com seu rock, desta vez com a #Panamericana Rock Tour, que depois de acontecer em outros países da América Latina, chega ao Brasil, numa realização Fora do Eixo com apoio d'A Construtora Música e Cultura. 

A tour é feita com os chilenos de Perrosky, que se apresentaram agora há pouco aqui na Vila Cultural Alona. No total, são 16 shows, que antecipam ao lançamento do novo disco de Autoramas, batizado de "Música Crocante", previsto para o segundo semestre de 2011.

Foto: Renata Cabrera
Com simpatia e atenção, Gabriel Thomaz (vocal e guitarra) conhece a ilha da #coberturacolaborativa do Coletivo Alona e atende a todos os pedidos de fotos e abraços do público presente. Mais tarde, chegam também à colaborativa para entrevista, Flavia Couri e Bacalhau, com o mesmo cuidado e carisma com cada um.

No papo, a banda explica como está usando o crowfunding - financiamento coletivo - em busca de recursos financeiros para produzir seu trabalho. O valor vai ser usado para os custos com estúdio de gravação, mixagem, equipamentos, entre outros. Eles explicam também que o trabalho da música autoral é lento e que por isto, é preciso gostar muito. E complementam dizendo que estão fazendo sua parte. E cá entre nós, que parte sensacional.


Salto, costeletas e um par de óculos


Estas são algumas características dos músicos que compõe a banda Autoramas. Eles, que estão em turnê pelo Circuito Fora do Eixo e integraram a noite de hoje com muita pompa. Dava pra ver todo o pessoal que veio aqui hoje balançando a cabeça, os pés, os braços e cantando com extrema efervescência.

Até a galera da #coberturacolaborativa deixou a caneta e máquina de lado pra correr na pista e curtir o show. Seguem as fotos pra quem não veio. Ou melhor, pra quem veio e pra quem ficou no sofá babando em frente ao PC vendo os posts desta noite.

Um abraço e até a próxima!

Do Chile para o Brasil, com vocês Perrosky

Direto de Santiago, os dois irmãos chilenos Alejandro e Álvaro Gomez, que acabam de se apresentar no festival Primavera Sound, em Barcelona, subiram ao palco da Vila Cultural Espaço Alona e deram um show, literalmente.

Com suas músicas autorais, eles nos apresentaram um som novo e contagiante, mesclando o rock, o blues e uma pitada de seu país natal.

Foto: Renata Cabrera
A galera agitou geral. Aí, você me pergunta: "E o frio?". Aquí en Alona, esto no existe!
E a #coberturacolaborativa conversou com os "niños". Logo, logo saí uma vídeo entrevista quentinha pra vocês.