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6 de ago. de 2011

Salto, costeletas e um par de óculos


Estas são algumas características dos músicos que compõe a banda Autoramas. Eles, que estão em turnê pelo Circuito Fora do Eixo e integraram a noite de hoje com muita pompa. Dava pra ver todo o pessoal que veio aqui hoje balançando a cabeça, os pés, os braços e cantando com extrema efervescência.

Até a galera da #coberturacolaborativa deixou a caneta e máquina de lado pra correr na pista e curtir o show. Seguem as fotos pra quem não veio. Ou melhor, pra quem veio e pra quem ficou no sofá babando em frente ao PC vendo os posts desta noite.

Um abraço e até a próxima!

2 de jun. de 2011

Programação - Clube de Cinema Alona



Filme Cartão Postal e clipe Rua Augusta são os primeiros lançamentos nacionais da DF5
O Clube de Cinema Fora do Eixo está com o projeto de Lançamento Integrado de filmes que fazem parte do catálogo da distribuidora DF5. Durante os meses de maio e junho, o longa Cartão Postal, de Josinaldo Medeiros e Wagner Novais e o clipe Rua Augusta, do rapper Emicida, serão exibidos nos cineclubes de todo país.

Serviço:

Dia 04/06, 21h30min
Local: Vila Cultural Espaço Alona - Avenida Leste-Oeste, 518 (em frente ao supermercado Condor)

12 de jan. de 2011

Rock de qualidade com cheiro de tinta fresca

As inovações no espaço físico do Coletivo e Vila Cultural Alona vão estar prontas até a realização da quinta edição do festival Grito Rock, em Londrina 


2011 começa com novidades que estão quebrando, literalmente, as estruturas do Coletivo e Vila Cultural Alona. Isto devido a uma reforma estrutural e acústica iniciada em dezembro e que entra, agora, para sua reta final. As mudanças representam investimentos na melhoria do espaço que serve tanto como ponto de fruição e lazer, quanto para o atendimento das demandas de serviços como shows, oficinas, mostras, entre outros.

Repare como o palco era alto...
Com histórias entre suas paredes, o local utilizado pelo coletivo já foi um cabaré e desde que se tornou Vila Cultural, nunca havia passado por reformas em seu espaço físico. Entre as mudanças, o palco (sugestivamente) muito alto do cabaré, agora está sendo rebaixado. Além disto, o teto também será refeito. E para quem esteve por lá durante as agitadas prévias do Festival Demosul, estas são mudanças que podem entrar para a história do coletivo. 

É o que narra, por exemplo, um dos trechos do post de Marina Dias, da cobertura colaborativa do festival, sobre o show da banda Vendo 147 no sábado, 16 de outubro, quando o quinteto de rock instrumental estremeceu não só ouvidos, mas também o teto do Alona, que empoeirou equipamentos e rockeiros no local :

"Sentei ali na ilha e fiquei só observando, hipnotizada pelas duas baterias e pela sincronia de toda a banda. Sem perceber, eu já estava batendo o pé no chão e tudo reverberava. Aí eu senti uma coisa no braço. Olhei pro lado, devia ser bicho. Na mesma hora, a Sarah, que estava do meu lado também olha. Ela também sentiu. Ta esquisito isso aí. Daqui a pouco alguém diz que tem farelo do teto caindo: “olha ali o notebook de fulano”. Tudo preto. Nenhum microfone, duas baterias e o teto se esfarelando sobre os colaboradores. Vendo 147 foi minha banda preferida da noite."

... e olhe que beleza a altura do palco agora..
A meta é que as reformas estejam prontas até o Festival Grito Rock, que vai para a quarta edição em Londrina, nona no circuito nacional. Na cidade, ele será promovido nos dias 24, 25 e 26 de março. O evento promove a circulação de artistas conectados em rede por todo o país. Mas, nesta edição, representa ainda algo mais para o Alona, pois a estréia das mudanças no espaço físico se soma à chegada de novos colaboradores do ponto Fora do Eixo.

No segundo semestre de 2010, um grupo entusiasmado começou a participar da restruturação do coletivo, após o sucesso do projeto de Cobertura Colaborativa desenvolvido durante o Festival Demosul, em outubro. A nova escalação do "Alona Futebol Clube", você pode conhecer no post da Tatiana Oliveira, escrito em novembro, quando os novatos voltaram a atualizar o blog do coletivo.


Cobertura Colaborativa rendeu novos integrantes ao Alona
Como nos anos anteriores, a circulação de bandas durante o festival vai intercambiar bandas londrinenses e de fora, interessadas em circular em outros GR espalhados por todo o país e algumas outras cidades da América Latina, atendendo às demandas do Circuito Fora do Eixo. Por isto, a cada dia as ações para promover o festival em Londrina têm sido mais intensas e gerado ansiedade no trabalho destes novos colaboradores. 

Para Marcelo Domingues, integrante Alona desde sua formação, a entrada de outros integrantes deu “fôlego” novo ao coletivo e às suas ações práticas. “Acredito que o entendimento das articulações do FdE já estão bem consolidadas nas cabeças dessa nova geração de produtores e gestores que estão para surgir a partir desse momento que será, para nós, um “divisor de águas”, afirma.

A ordem para os novos membros é "por a mão na massa"
As duas primeiras edições do festival foram realizadas pela Braço Direito Produções em parcerias diversas, sendo em 2008 no Vitória Café e em 2009 no Cemitério de Automóveis. Apenas em 2010, o festival passou a ser promovido na Vila Cultural Alona.  Em breve, haverá a confirmação das bandas que vão inaugurar as novidades no coletivo.






De 25 de fevereiro a 28 de março, o festival Grito Rock vai promover artistas independentes em várias cidades da América Latina, simultaneamente, para formar trocas solidárias e conhecimento em prol da produção em rede.

Esta é a nona edição do festival. Ela dá continuidade às campanhas já existentes e promove a inserção de mais pontos produtores e cidades, dentro e fora do país. Através da plataforma Toque no Brasil, os produtores selecionados disponibilizam seus eventos e participam de uma curadoria para os artistas inscritos na mesma plataforma.

Na edição de 2010, o Festival Grito Rock conectou mais de 80 pontos com a apresentação de 500 bandas independentes. Também neste ano foi gerada a série Grito Doc, um documentário colaborativo com 17 episódios distribuídos semanalmente pela Internet. Além disso, o festival desenvolveu as Campanhas Hospedagem Solidária e Transmita o seu Grito, alcançando cerca de 50 mil pessoas em todo o Brasil. Este ano, 139 cidades distribuídas em 9 países irão realizar o evento.

Mais informações no site gritorock.com.br

20 de dez. de 2010

Para jovens cineastas:

Londrina andou produzindo muito material de cinema esse ano. E dentre toda essa produção, muita coisa boa fez brilhar os nossos olhos. Então, que tal divulgar nacionalmente estes trabalhos?

Para isso, basta entrar em contato com o DF5, um projeto do Clube de Cinema do Fora do eixo!
E aí, #tamojunto nessa?



12 de nov. de 2010

HOSPEDE O BRASIL - uma campanha de hospedagem solidária diferente!

Hospedagem solidária basicamente significa abrir sua casa para um estranho para que ele more nela (e com você) enquanto estiver na cidade. Ele vai comer da sua comida, usar seu banheiro, ler seu jornal e ocupar um cômodo que você deverá entender como sendo o dele até que chegue o dia de ir embora.

O Circuito Fora do Eixo se apropriou do termo para aprofundar ainda mais o conceito. A economia solidária, um dos motores do CFE, ressignificou a hospedagem solidária no momento em que as pessoas recebiam não só um mochileiro de passagem pela sua cidade, mas bandas inteiras em turnê! E mais: congressistas, agentes culturais, atores, videomakers...

A princípio pode parecer uma maluquice, mas ao mesmo tempo é muito saudável. Pergunte a quem já hospedou uma pessoa de outro canto do país ou do mundo. A troca que se dá nas hospedagens solidárias é uma das coisas mais legais que se tem notícia! Você conhece outra cultura, hábitos, sotaques. E ainda por cima, se o seu hospedado for um bom cozinheiro, pode até aprender uma receita nova! E falando em aprender... gírias, músicas, histórias...

Se você tem um cômodo ou mesmo um colchão disponível, não se acanhe! Abra as portas da sua casa pois sempre tem um pessoal indo e vindo precisando do conforto de um lar como o seu :-) A chance de você fazer uma nova e grande amizade é de 99,9%, comprovada estatísticamente.

Portanto, HOSPEDE O BRASIL! Seja mais um a praticar a economia solidária e tenha contato com pessoas interessantíssimas, criativas e que, quando você precisar, também te hospedarão com o maior prazer!

O texto foi uma colaboração do Coletivo Pegada

#tamojunto

10 de nov. de 2010

Fora do eixo da bu(r)ocracia


Falar sobre o Circuito Fora do Eixo é uma missão inglória. Pelo visto em outros textos nesse mesmo espaço, o atento leitor deve imaginar que a dimensão do Fora do Eixo é nacional e as iniciativas dos Coletivos reunidos Brasil afora são ambiciosas - e confirmo, são mesmo! Logo, deixar que um aspirante a jornalista tente expor um assunto grande e bom como esse em um só texto não vai dar lá muitos resultados. Que tal focar em um detalhe, buscar uma linha de pensamento? Ótimo. Era bem isso que a professora de redação dizia. Qualquer tropeço, a culpa é dela.

Além de polvo Paul, fim de Lost e mineiros do Chile, a política é um tema bastante presente nas rodas de conversa esse ano. Independente de você ter feito coleção de santinhos de candidatos, tentado jogar Tetris na urna eletrônica ou votado no Eymael, o democrata cristão, em algum momento a política dominou seu vasto repertório de debates, não foi? Vou acreditar que sim. E onde o Fora do Eixo entra nisso? Ah, eu acredito que o Circuito possui uma capacidade considerável de remar contra a maré, politicamente falando.

 “Democratizar o acesso à educação e à cultura” é um termo bonito aos meus olhos, pena ele ser utilizado frequentemente, constantemente, loucamente, por políticos e seus colegas marqueteiros. Desse uso sem-noção, o termo já não faz mais sentido, está agora no rol das promessas vazias. O trabalho realizado do Amapá ao Rio Grande do Sul pela galera do Fora do Eixo é cheio - de metas, realizações, integração. Esse intercâmbio cultural feito pelos 65 pontos Fora do Eixo no continente de nome Brasil é de um valor, tanto agora quanto no futuro, imenso. 

Diga-me, quando um guri do Sul iria conhecer o som feito por uns caboclos do Norte do Brasil? Pelos planos mirabolantes vindos de “nossos” políticos, tudo teria de passar por aprovações, requerimentos, idas e vindas, debate na imprensa, dólares na cueca, privatizações de estatais e afins. Pelo Fora do Eixo, o processo é mais simplificado, dinâmico, quiçá desburocratizado. 

Sim, a verba capaz de fazer o Eixo girar também, e não somente, vem de editais. Mas, quem está no Circuito sabe que o trabalho ali realizado tem bases estruturadas para não ficar apenas mamando nas tetas da União. Independência é a palavra. Com o Fora do Eixo, a cultura é pública, não estatal. Fica a dica, e a lição. 

Esporte também é cultura, e o Brasil vai sediar a Copa do Mundo em 2014 e os Jogos Olimpícos em 2016, os dois notadamente conhecidos pela dimensão mundial. Como estão os planos de Vossas Excelências para que o Brasil não herde apenas dívidas ao final dos eventos? Que tal integrar ações, como faz (bem) o Fora do Eixo?

4 de nov. de 2010

Que eu desorganizando posso me organizar...


Long long time ago, 2008 para ser mais exata, surge o ALONA, (Vila Cultural) em Londrina (PR). A princípio, sua meta era criar um vínculo com o Circuito Fora do Eixo, que tinha como um de seus fundadores o Marcelo Domingues, também um dos pioneiros do Fora do Eixo.

Opa, pára aqui! Então quer dizer que Londrina sempre foi um ponto Fora do Eixo? Que beleza!! Certo?? Não, não foi tão simples assim. Pouco a pouco, devido a dificuldades e outros projetos pessoais, o Alona foi perdendo seus colaboradores e restou para apenas 4 pessoas a tarefa de fazer este espaço funcionar. E com o tempo, a equipe, sobrecarregada, viu o espaço conquistado se tornar um fantasma dentro do Circuito.

Mas, o tempo passou, passou... e não foi só por aqui não... O Fora do Eixo cresceu, se expandiu e voltou para Londrina, dessa vez com a cobertura colaborativa do Demo Sul, um festival de música independente organizado pelo próprio Marcelo. E em comemoração dos 10 anos de Demo Sul, o festival considerado o pitéuzinho dos londrinenses, nosso querido Gabriel Ruiz, do Enxame Coletivo (Bauru-SP) trouxe a novidade, "essa tal cobertura colaborativa". Para nós, tudo de boa, seria só só ir alí, tira umas fotinhas aqui, faz um vídeo acolá, entrevista de cá, monta um texto e toma uma cervejinha no intervalo, posta no blog... e beleza! Certo de novo? Não, não, felizmente, mais uma vez não foi bem assim...
Carol (Massa Coletiva), Andressa(Macondo), Marcia Buzalaf (UEL)
De repente, nos encontramos apaixonados pela colaborativa, todos querendo "viver de Demo Sul". E entre as propostas do evento, eis que surge uma pessoa de São Carlos chamada Carol Tokuyo, do Massa Coletiva (São Carlos -SP) . Ela vem para palestrar no VI Simpósio de Música Independente e com toda a sua experiência no Circuito Fora do Eixo começa a despejar informações e termos estranhamente atraentes para nós: colaborativo, troca, coletivo, card, sustentabilidade, planejamento, vídeo, tamojunto, enóis... Fato é que a Carol simplesmente falou tudo o que a gente sempre quis em termos de realização pessoal e profissional, como uma alternativa nessa sociedade capitalista em que a gente vive e não suporta.

Rafa (amarelo) e Gui (preto): no Simpósio, hipnotizados pela Carol
O resultado, eu diria, foi praticamente uma proposta a la Juscelino Kubitschek: 50 anos em 5. Carol do Massa (SP), Andressa Quadro do Macondo (RS), Flávio Charchar do Pegada (MG) e o Gabriel do Enxame (SP), chegaram juntos nessa evolução mental. E a Andressa, reafirmando tudo o que a Carol tinha nos falado, nos encantou ainda mais com essa realidade completamente inusitada.

E o festival acabou. Mas, SÓ o festival.Certo? Siiim!!!! Porque a galera da cobertura colaborativa gostou tanto, mais tanto dessa idéia, que hoje somos 15 pessoas, dentro do Alona, "desorganizando" todo o espaço com sede de mudança, renovação, inserção entre os pontos Fora do Eixo.

Por nós, ainda hoje, transformaríamos este espaço cultural (que com certeza já não é mais o mesmo), com teatro, cinema, música, TUDO o que se encaixa em cultura, TUDO que respira cultura, TUDO o que possa fazer com que alguém entre e se encante pelo o que está vendo, como nós nos encantamos. Por isto, de agora em diante, fica certeza: o ALONA realmente existe dentro do Circuito Fora do Eixo!

#énois #tamojunto #vamoaí

Esse texto foi escrito pela Mare e pela Tati Oliveira