26 de mar de 2011

La Photo Cabine



No início da fotografia de retratos, os homens reproduziam imagens para expor sua riqueza, elegância e classe social a qual pertenciam. Muitos destes primeiros registros foram feitos com técnicas bastante primitivas, apesar do requinte que elas transmitiam.

Hoje, ainda que existam recursos e tecnologias favoráveis para ressaltar outros tipos de sensações nas imagens, a verdade é que este conceito não mudou muito quando se trata de retratos. O exibicionismo e a oferta de ostentar prosseguiram. Ostentar o corpo, as manias, os fatos e por ai vai.

As pessoas insistem em transmitir algo quando são fotografadas. Talvez as peculiaridades sejam outras, mas a exposição continua tendo o mesmo objetivo.
EXPOSIÇÃO!

A qual “tribo” pertence, do que gostam de ouvir, se frequentam academia ou simplesmente ignoram este tipo de cultural escultural. Na tentativa de serem os mais possivelmente naturais, os retratos continuam atribuídos de valores demagogos e, principalmente, superficiais.

O acesso e a facilidade á foto, sem dúvida, democratizaram o registro e a forma de fazê-lo; consequentemente os frutos disso deterioraram a riqueza de registrar na simplicidade e mostrar a beleza no ser por meio de outros meios.

“La Photo Cabine” não só está para a temática do “Grito Rock”, mas quer atingir por trás disso todo um espectro em se fotografar o homem rebelde, revoltado e incapaz de encarar tudo no sorriso. Mostrando os dentes desde os caninos. Enfurecidos! Inquietos! Gritando...

A experiência do “La Photo Cabine” tem sido extraordinária, não pela qualidade ou pela beleza, mas pelo ensaio sobre a raiva, a fúria e a cólera que há na expressão do grito.

Do grito espontâneo.

Do grito latente.

Daquele instintivo.

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