29 de nov de 2010

E se fará

Pluralidade. Creio ser essa a palavra que melhor descreve o Macondo Circus 2010. Música, shows, público, artes, tudo muito abrangente, variado e, ao mesmo tempo, bastante circular, integrado... Santa Maria me surpreendeu.

A cidade fica no coração do Rio Grande do Sul, mas lá a gente passa calor, muito calor. A gente vê a serra, gente bonita, e o pão francês, lá, chama-se cacetinho. É... Mas Santa Maria me surpreendeu, realmente, pela força que gira em torno da produção cultural e independente na cidade. Saí de Londrina, essa "cidade grande", esperando que - com a metade da população daqui - Santa Maria tivesse muito mais "agroboys" e o tal do "sertanejo universitário que não se forma nunca". É claro que eles também estão lá, mas a produção de cultura independente parece tão mais forte que aqui, e acho que isso é que deve ajudar o Macondo, que é igualmente forte por lá.

O Macondo rende. Quando perguntava sobre o número de integrantes do Coletivo, me respondiam sempre que "Bah, é muita gente", e o número exato eu ainda não descobri. Quando conversavamos sobre o coletivo, me surpreendia em perceber a presença e o respeito que ele tem na cidade. E quando entrei no Macondo Lugar, entendi. Casa cheia até as seis e meia da manhã? Não é pra qualquer um, definitivamente.

O Macondo é o representante da Regional Sul do Circuito Fora do Eixo e, se tem algo que vi por lá, foi a vontade de que a Regional se fortaleça. Trabalha-se pela formação de novos coletivos, pelo fortalecimento da produção, do diálogo, da rede. E foi um tanto dessa vontade que levou o Alona pra lá. Além de nós, mais oito coletivos estavam presentes no Macondo, e a reunião - que aconteceu no coreto da praça - rendeu muito. Planos para calendário de eventos, novos portais. Eu nem sei se a gente deu conta de tudo. Sei que, tendo retornado à casa, temos muito que pôr em prática. Muito do que aprendemos por lá. Muito que vai se unir ao que o Alona já fez, e muito que fará parte do que a Alona será daqui por diante.

O que resta, agora, é pôr a mão na massa. E, claro, agradecer ao Macondo Coletivo, que nos ensinou um bocadão sobre um bocado de coisas: desde hospedagem, cobertura colaborativa, produção de eventos, pluralidade, até lições ainda mais bonitas a respeito de união, amizade, bom humor... Tudo que, certamente, foi um passe pro gol que estamos caminhando pra marcar e que fará parte do Alona que se reforma. Muito obrigada, galera macondense, e os nossos parabéns!

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