29 de out. de 2009

Alona apresenta Noite Cultural

Neste sábado, dia 31, a Vila Cultural Espaço ALONA apresenta a Noite Cultural a partir das 22hrs, com diversas atrações e uma homenagem à Mercedes Sosa. Com entrada a três reais, o evento, que é uma realização da AMACOL, Amigos Associados e Colaboradores de Londrina, terá uma mescla de várias culturas e linguagens, desde a música latina, passando pela poesia, pela MPB, o Hip-Hop e também o Reggae.

Essa mistura de linguagens, sons, estilos e ritmos é uma tentativa de fazer com que o público perceba outras culturas, além daquelas a que estão acostumados. Segundo Marcos Araújo, coordenador da Amacol, o grupo Barca de Papel, que fará a homenagem a Mercedes Sosa, é um projeto que “usa da poesia, a música instrumental, imagens e improviso para fazer protestos "do ser para o ser", contra a desigualdade social e a favor da inclusão da arte entre as camadas mais pobres da população”. A homenagem a Mercedes Sosa entra nesse contexto devido ao seu recente falecimento e, principalmente, porque ela foi um grande símbolo do povo latino na luta pela igualdade.

Para a apresentação do grupo Barca de Papel foram convidados: Ronie Peterson (contrabaixo), Alessandro Prog (bandolim), Natália Borges (voz), Luis Mioto (imagem e percussão), Paulo Moura (bateria), Eduardo Batistela (bateria). Com uma proposta de jam session, o grupo está aberto a participação de músicos e de quem mais se interessar. Ainda na Noite Cultural, haverá a apresentação do grupo de hip-hop Nas-in-toca e do grupo de MPB Tocandira. Durante as apresentações haverá o lançamento de livros e discotecagem Reggae com DJ Sabóia. Ainda no Espaço ALONA, este sábado é o último dia da exposição de fotografias “Calçadas e Descalças”, do fotógrafo Rodrigo Moreno.





Fonte: O Bonde

20 de out. de 2009

Boddah Diciro lança disco através do projeto Compacto.REC

Depois de vender e distribuir mais de 2.400 cópias dos três EPs independentes que produziram em seu home estúdio, a banda Boddah Diciro, de Palmas (TO), lançou o seu primeiro disco, Strange, com patrocínio do Edital de Cultura Palmas para Cultura 2008.



Do Tocantins, a banda viajou até Goiânia, onde passou dez dias no processo de captação das onze faixas de Strange, gravadas no estúdio RockLab, o mesmo que gravou o Artista Igual Pedreiro do Macaco Bong e Life Is A Big Holiday For Us, do Black Drawing Chalks.

De Goiânia surgiu também a arte conceitual do disco, feita exclusivamente para a primeira tiragem de Strange, uma espécie de livreto, elaborado pela Bicicleta Sem Freio, que demorou cerca de um ano para ficar pronta. "Ficamos pensando em algo para acrescentar um valor artístico pro disco. Então pensamos nesse livreto, que forma um quadro, onde cada card do livreto é referente a uma música; aí, você destaca os cards e monta um quadro" - explicou Beto, guitarrista do Boddah em entrevista ao Compacto.Video.

Download
O álbum é o novíssimo lançamento do projeto Compacto.REC - uma iniciativa com a intenção de viabilizar a circulação e distribuição dos produtos gerados pelos artistas do Circuito Fora do Eixo - disponível para download em vários veículos da internet.
Trata-se do segundo lançamento do projeto Compacto.REC em 2009. O anterior alcançou o número de 3.000 downloads com o disco A Passeio, da mineira Porcas Borboletas.

Além desses, o projetou já lançou outros títulos, como Filomedusa, Madame Saatan e um especial sobre a edição 2007 do festival Demo Sul.
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Por Gabriel Ruiz / ALONA Comunicação.

7 de out. de 2009

Entrevista: Atílio Alencar fala sobre o documentário Macondo

Um dos principais agitadores culturais do Rio Grande do Sul, Atílio Alencar é membro do Coletivo Macondo, coletivo integrado ao Circuito Fora do Eixo e gestor da Casa Associada Macondo Lugar, situada em Santa Maria (RS). O Coletivo também é responsável pela realização anual do Festival Macondo Circus - que junto ao Psycho Carnival e Demo Sul, formam os três principais festivais independentes da região Sul do País.

No dia 30 de setembro o Macondo Lugar - referência a cidade ambientada na fábula de Gabriel Garcia Marques, "Cem anos de Solidão" - tornou-se o principal personagem do mini-documentário "Macondo", que registrou os quase cinco anos de atividade da Casa e do Macondo Coletivo. Atílio Alencar, que também participou da produção do filme, falou ao Coletivo ALONA sobre o doc "Macondo".


Começando pela estratégia de divulgação na internet do filme e comparando com o número de visualizações até o momento, qual o balanço que faz?
Esta estratégia de usar as redes sociais pra divulgar o filme deu muito pano pra manga. A ideia foi do nosso frontman do audiovisual aqui no Macondo Coletivo, Fernando Krum. Simplesmente, em menos de uma semana, atingimos 2.000 espectadores...isso sem falar na colaboração dos parceiros do Fora do Eixo, que disponibilizaram blogs e demais veículos para difundir o trabalho. Estamos eufóricos com o alcance da coisa, fantástico mesmo.

Ainda falando de internet, por que o doc foi lançado no Vímeo e não no You Tube?

Tem esse lance de dessacralizar esses grandes ícones da interet, né? Trabalhar com software livre, experimentar outras possibilidades, enfim... expressar posturas políticas mesmo na hora de optar por quais ferramentas e canais usar.

Como estamos falando para um público que vai ver ou já viu o filme, acho interessante aprofundarmos aspectos que não estão tão nítidos no vídeo; por exemplo, as bandas que integram o coletivo e como especificamente o coletivo Macondo oferece suporte e auxílio para essas bandas.
Assim: atualmente, trabalhamos com duas bandas, de forma constante. A Rinoceronte e a Saturno Experiment, apoiando no planejamento, em estratégias de viabilidade, por aí... mas como temos uma casa, o Macondo Lugar, também apoiamos diversas outras bandas, estimulando a formação de público para bandas com trabalho autoral.

Também seria legal falar da exposição e venda de roupas no local, já que essa atividade é uma das fontes de renda mais rentáveis de alguns coletivos.
A gente inaugurou há pouco a lojinha do Macondo, que fica no Macondo Lugar. Mas há tempos rola por aqui um lance chamado Mercado da Pulgas, que reúne produtores artesanais da cidade. E o Macondo Coletivo tem sua própria griffe, a Capanga, que circula bastante também. Enfim, é mais uma fonte de renda para o coletivo, que em breve deve intensificar suas atividades nesta área.


Por Gabriel Ruiz - ALONA Comunicação

6 de out. de 2009

VILA CULTURAL ESPAÇO ALONA ABRE INSCRIÇÕES PARA OFICINAS CULTURAIS

A Vila Cultural Espaço ALONA, convida a comunidade e interessados em geral para participar das oficinas de teatro de animação, iniciação teatral e musicalização.
A oficina de teatro de animação é voltada para crianças tem o objetivo de estimular a criatividade das crianças durante um processo de criação de bonecos e montagem de esquetes baseadas no folclore brasileiro. Inspirada num personagem da história infantil, a oficina leva o nome do pai do Pinóquio, o Sr. GEPETO, um simpático velhinho bonequeiro capaz de transformar madeira em bonecos. Partindo do princípio que todo material pode ser transformado e manipulado, a oficina GEPETO, além de ensinar a arte da manipulação, tem como premissa utilizar materiais recicláveis para a construção dos bonecos, incentivando a criançada ressignificar o sentido do lixo, transformando-o em brinquedo. O GEPETO será realizado aos sábados, das 14 as 17hs e será ministrado pela psicóloga Renata Santana e pelo ator Fábio José de Oliveira, com consultoria em meio ambiente com a geógrafa Juliana Fontenelle e o músico e cientista social Eber Prado Ferreira.
Já a oficina de iniciação teatral terá duas turmas, para adolescentes e para jovens e adultos. Tem o objetivo de familiarizar os participantes com o universo teatral, através de procedimentos que possibilitem a sua experimentação prática, com montagem de esquetes periódicas para apresentação pública de resultados. Além disso, iniciará os participantes no universo da perna-de-pau, que proporciona o deslocamento da ação do solo para uma altura superior, extra-cotidiana, baseada em equilíbrio e transferência de peso, onde os praticantes possam desenvolver ações simples ou ousadas. Serão realizadas aulas semanais de expressão corporal nas segundas e interpretação nas sextas feiras, durante duas horas/aula cada uma, com horários nos períodos da manhã, tarde e noite. Essas oficinas serão ministradas pelo ator Fábio José de Oliveira.
As oficinas de musicalização visa o ensino e aprendizagem de instrumentos musicais, cujo resultado será a criação de um espetáculo de encerramento de curso, integrado a outros projetos do Espaço ALONA e a formação da BANDALONA. O curso será ministrado pelo músico, diretor artístico, professor de música e produtor cultural Luiz Carlos Matias, que tem como público alvo adolescentes e adultos interessados, as terças feiras, a partir das 16hs.
Para os interessados nas oficinas, haverão aulas experimentais de iniciação teatral no dia 16 de outubro as 18hs e do teatro de animação - GEPETO no dia 17 de outubro, as 14hs, na Vila Cultural Espaço ALONA.
Todas as oficinas tem o custo mensal de 20 reais e as inscrições podem ser feitas pelo telefone 3345-3127, pelo e-mail oficinas.alona@gmail.com ou na Vila Cultural Espaço ALONA, que
se situa na Av. Leste-Oeste, 518, na região central ao lado do Condor.

4 de out. de 2009

Mini-doc "Macondo" registra cena cultural do RS

Dia 30 de setembro foi uma data de extrema importância para a produção cultural independente da região Sul: aconteceu a estréia do mini-documentário "Macondo". Em pouco mais de 14 minutos, o espectador adentra o universo do Macondo Lugar, uma casa de shows com sede em Santa Maria (RS) - quinto maior município do Estado - cuja programação é voltada para a música e a cultura independente. Além de curiosidades divertidas, como tapar buracos na parede para abafar o som, o doc mostra os quase cinco anos de atividade da casa, passando pela trajetória do coletivo e de outras atividades culturais na cidade, regidas pelo Coletivo Macondo.

Um dos principais idealizadores da Casa, Atílio Alencar, conta no filme que o local nasceu para ser um bar nos moldes mais convencionais e acabou tomando sua própria identidade:

"O barato do Macondo [Lugar] é que justamente ele conseguiu se constituir num espaço onde várias linguagens começaram a dialogar, vários povos, várias gentes diferentes começaram a frequentar e foram dando uma cara interessante para o lugar; porque a proposta original que a gente tinha, que era construir um boteco que dialogasse com artes, foi sendo subvertida pela dinâmica do público."


Alguns dias antes da estréia oficial de "Macondo" o vídeo já estava disponível para o público, no blog do documentário: http://docmacondo.wordpress.com/. A ideia era que a divulgação extrapolasse o espaço físico de exibição e se proliferasse na internet, garantindo a circulação do filme. Por isso, na data e horário do lançamento (22h de 30/09), aconteceu uma transmissão online com apresentação do projeto, projeção do curta e posterior confraternização.

O documentário é resultado de uma parceria entre a produtora Velha Árvore, de Porto Alegre, e da TV OVO, de Santa Maria. A direção é de Daniel Gabardo e Fernando Krum, com produção dos mesmos e mais uma força de Atílio Alencar e Jeferson Bernardo.

Assista.

Macondo from ferkrum on Vimeo.


Por Gabriel Ruiz / ALONA Comunicação